quinta-feira, agosto 12

Casal 45

William Bonner e Fátima Bernardes fizeram na entrevista de José Serra aquilo que, acredito, todos que freqüentam a blogosfera já esperavam, não fizeram nenhuma pergunta que pudesse colocar Serra em uma saia justa, pelo contrário, o casal foi tão amável que chegou ao ponto de Bonner pedir perdão por interromper Serra quando este já ultrapassava mais de 30 segundos do tempo determinado.
A agressividade de Bonner contra Dilma (que tirou de letra todos os ataques e chegou a descontrolar o casal 45 da Globo), também sobrou para Marina Silva, que teve mais perguntas relacionadas ao PT e ao suposto mensalão, do que ao seu atual partido, ou sua plataforma de governo. Se Plínio de Arruda Sampaio for convidado, com certeza também vai ser encurralado para responder (e atacar) o PT, e não para falar sobre suas propostas de governo.
A Globo todos conhecemos, nasceu no início da ditadura, e cresceu a serviço dos militares, para fazer a “integração nacional” cumprindo o papel de defensora da ditadura. A Globo, não podemos esquecer, tentou impedir a eleição de Brizola para o governo fluminense em 1992, fraudando o resultado eleitoral junto com a Proconsult. E não conseguiu.
A mesma Globo escondeu as manifestações pelas “Diretas Já”, até que não conseguiu mais esconder milhões de pessoas nas ruas. A Globo fabricou e elegeu Fernando Collor, até então um desconhecido governador de Alagoas. A Globo apoiou Fernando Henrique e sempre escondeu, ou tentou justificar, os crimes cometidos pelos tucanos contra o povo brasileiro, principalmente a venda, a preços de banana, de grande parte das estatais brasileiras. Faltou a Petrobrás e o Banco do Brasil que só não foram privatizadas porque não deu tempo, mas o processo de desmonte já estava a passos largos.
Agora, mais uma vez, nesta entrevista no JN (se é que podemos chamar aquela bajulação de entrevista) do casal 45 com Serra, foi mais uma demonstração clara de que a Globo, novamente utiliza uma concessão pública para fazer política partidária, defendendo com unhas e dentes seu candidato e tentando desmoralizar os adversários.
Tudo bem a Folha, Estadão, Zero Hora, Veja (que nojo) e outros materiais impressos fazerem a campanha descarada do candidato do neoliberalismo, isso é até aceitável. Mas não podemos permitir que os sinais de transmissão, que são concessões públicas, continuem sendo utilizadas de forma tão escancarada como a Globo sempre fez...e continua fazendo.
Eis um grande desafio para o governo Dilma e para aqueles que sempre defenderam critérios (sérios) para as concessões de rádios e televisões.

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