quarta-feira, setembro 15

Brasil é destaque no combate à fome


País lidera pelo segundo ano consecutivo ranking mundial de combate à subnutrição.


Pela segunda vez consecutiva, o Brasil liderou o ranking mundial da ONG ActionAid que mede o desempenho de países em desenvolvimento na luta contra a fome. O estudo aponta o país à frente de nações como a China e Vietnã e destaca a atuação dos programas sociais Fome Zero e o Bolsa Família como medidas eficazes contra a desnutrição da população mais pobre.

A ActionAid, no entanto, alertou que o Brasil, apesar de ter intensificado os investimentos na agricultura de pequena propriedade, ainda prioriza o agronegócio. Essencial para diminuir os índices de subnutrição, a produção agrícola familiar perdeu espaço para os grandes latifúndios, principalmente por conta da priorização do plantio de matéria-prima para os biocombustíveis. Segundo a ONG, “o governo brasileiro precisa evitar a promoção de biocombustíveis às custas da segurança alimentar, pois a expansão dos biocombustíveis está elevando o preço da terra e transformando plantações em combustível”.

No âmbito mundial, outra entidade que divulgou dados sobre o combate à fome foi a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). De acordo com a agência da ONU, houve uma diminuição de 9% no número de pessoas com fome crônica. É a primeira vez em 15 anos que esse indicativo apresenta queda e as causas para tal cenário positivo são a melhora nas condições econômicas e a diminuição do preço dos alimentos.

O relatório indica ainda que 98% dos famintos vivem nos países em desenvolvimento e correspondem a 16% do total da população, contra 18% no ano anterior. Como meta, a FAO estima reduzir essa proporção a 10% até 2015. A tarefa, porém, pode ser enfrentar obstáculos segundo a Organização Mundial da Saúde. Diante das transformações climáticas, a possibilidade de ocorrerem novas crises é grande por causa de eventos frequentes como enchentes, ondas de calor, secas, incêndios florestais e plantações destruídas.

Com informações do G1.

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