quarta-feira, setembro 1

Movimento estudantil quer “mais” de Dilma

Presidente da Ubes, Yann Evanovick, é taxativo: “o governo Lula se apropriou das bandeiras do movimento e não o contrário”. Yann, assim como o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, e a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Elisangela Lizardo, Yann apoia a candidatura de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.



Yann tem avaliação positiva do governo Lula, mas reivindica: “é claro que achamos que o governo poderia ter feito muito mais”. Sobre Dilma, o presidente da Ubes acredita que é a candidatura que “dará continuidade à política do governo Lula e aponta que fará mais” e conclama: “é importante que os movimentos sociais não baixem a bandeira nem agora, porque a eleição não está ganha, e nem durante o próximo governo, porque é importante fazer mais que o Lula. Se não fizer mais, não cumprirá o papel”.




Entre presidentes



As entidades estudantis debatem suas plataformas com os mais diversos candidatos e candidatas: o Projeto UNE pelo Brasil, as resoluções da ANPG e no Projeto Ubes Brasil. A candidata Dilma Rousseff recebeu Augusto, Yann e Elisangela durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ocorrida julho deste ano. Segundo a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, durante o encontro Dilma estava muito à vontade com os presidentes das entidades estudantis e se comprometeu com as pautas educacionais e de ciência e tecnologia apresentadas.
Durante seu discurso no evento, Dilma Rousseff saudou os estudantes, disse que já fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e repetiu algumas vezes a concepção de que não há dicotomia entre investimento em educação básica e investimento em educação superior: “fazemos política de educação da creche à pós-graduação”.

Para Elisangela Lizardo, quem for eleito ou eleita à presidência deve ter como desafio central a “implementação de políticas ousadas, especialmente em educação e ciência, tecnologia e inovação, que efetivamente contribuam no avanço às desigualdades sociais, para a construção de uma sociedade justa”.



Pacto pela juventude


Além de apresentarem suas próprias plataformas, as três entidades participam do Pacto pela Juventude Brasileira 2010. Trata-se de uma campanha lançada pelas entidades que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) com a plataforma de Políticas Públicas de Juventude para os candidatos e candidatas nessas eleições. O documento traz as propostas para a construção conjunta de uma agenda pública de juventude condensadas em 12 eixos temáticos.


A UNE tem Lado



Embora os e as presidentes das entidades deixem claros seus apoios, as entidades estudantis não seguem sua posição histórica, definindo por não apoiar nenhuma candidatura. Entretanto, estão longe de ficarem isentas ou à margem do processo: “A UNE tem lado”, afirma o presidente da entidade. Augusto esclarece: “[A UNE] sempre lutou pela democracia, pelos estudantes e pelos trabalhadores. O fato é que a UNE não é um partido político. São eles quem devem ter candidatos. Nossa melhor contribuição são as idéias, e nosso compromisso é com as mudanças que acreditamos necessárias ao Brasil”.

Chagas lembra ainda que a composição das diretorias é plural, e que as posições da entidade devem respeitar essa diversidade: “a UNE tem uma característica muito valiosa: nossa pluralidade de opinião. (...) Forçar uma maioria para definir o apoio a um candidato, por exemplo, faria a UNE ‘menor’, já que excluiria uma parte destas lideranças da nossa atividade cotidiana. A pluralidade e a unidade da UNE são grandes patrimônios do movimento estudantil brasileiro e devemos a todo o momento preservá-los”.

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