quinta-feira, novembro 11

ENEM 2010: Balanço parcial da central da UNE e da UBES reforça necessidade de nova prova opcional

Em funcionamento desde às 9h da segunda-feira (9), a central de atendimento da UNE e da UBES,  lançada para colher informações sobre o ENEM 2010, recebeu até às 12h desta terça-feira 812 reclamações. Foram contatos de todo o Brasil. A maior parte vem do Sudeste (54%), seguido por estudantes do Nordeste (19%). Da região Sul do país foram 17% do total, do Centro-Oeste 6% e do Norte 4% das ocorrências. Inversão de gabarito, falhas de impressão na prova amarela e tumultos durante o exame foram as principais queixas recebidas pela central.
 
As reclamações apontadas pelos estudantes que recorreram à central reforçam também a opinião da UNE e da UBES que, em nota oficial (www.une.org.br), reivindicaram o direito de o estudante realizar um novo Enem opcional. O levantamento parcial das entidades mostra que a maioria dos estudantes (93%) daqueles que se queixaram à central são a favor da aplicação de uma nova prova para opcional para quem se sentiu lesado.
 
“Fica claro diante do que apuramos que é difícil estabelecer critérios para avaliar quem teria sido mais ou menos prejudicado no exame. Muitos dos estudantes que receberam a prova correta foram afetados pela confusão nas salas e  pelo tempo perdido pela interrupção do exame”, declarou o presidente da UNE, Augusto Chagas.
 
A central recebeu denúncias e registros sobre os seguintes casos:
 
-       em relação ao gabarito invertido
-       em relação a falhas na prova amarela
-       queixas de tumultos durante a prova
-       despreparo dos fiscais que estava aplicando as provas
-       uso de materiais proibidos pelo edital do exame (celular, lápis relógios e outros)
 
A posição da UNE e da UBES
As entidades estudantis já solicitaram uma audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para que representantes da UNE e da UBES e também alguns alunos lesados possam expor os problemas ocorridos e reivindicar medidas urgentes.
 
A UNE e a UBES vão apresentar ao ministro a reivindicação de um novo ENEM opcional para aqueles que se sentiram prejudicados. A posição das entidades é baseada, principalmente, no número de reclamações constatadas durante os atendimento da central. 
 
 “Seria viável repetir a prova para aqueles que se sentiram lesados, e não cancelar o Enem. É preciso levar em conta que muitos não realizaram a prova em suas cidades. O tempo de deslocamento e o estado emocional têm que ser levados em consideração”, sugeriu a estudante F.A, que enviou e-mail para a central dia 09/11 às 11h46.
 
“Muitas pessoas marcaram o gabarito de forma invertida e depois, seguindo nova orientação, começaram a marcar ignorando o subtítulo das questões. Elas ficaram bem nervosas”, declarou a estudante M.P, em e-mail enviado para  central dia 09/11 às 12h02.
 
“Não peguei a prova amarela [com gabarito invertido], mas fui prejudicado. Quanto tempo perdemos com a confusão na sala? Quanto tempo a gente não se desconcentrou por causa da bagunça?”, desabafou o estudante pernambucano R.P, que envio e-mail para a central dia 09/11 às 12h36.
 
“Deu para perceber claramente a falta de preparo dos coordenadores de prova visto que o corre-corre nos corredores do prédio e o falatório eram intensos atrapalhando o andamento da prova e prejudicando os candidatos”, constatou a estudante de Curitiba L.M, que enviou e-mail para a central dia 09/11 às 13h15.
 
“Fui prejudicada pois perdi muito tempo de prova e acabou que não tive o tempo necessário ara fazer a prova com traquilidade”, também reclamou a estudante I.S, que enviou e-mail para a central dia 09/11 às 16h39.



Fonte: UBES

Nenhum comentário:

Postar um comentário